
Faz falta uma tecla DELETE, com o efeito do gatilho de uma pistola.Uma vez premido, somos devorados pelo ponto de não retorno, faz falta, quando a vida ameaça tirar-te tudo, até mesmo a dor, quando a vida te sussurra ao ouvido mas só ouves gritos, gritos que para o mundo são mudos, a vida deixa-nos muitas vezes com o karma de vivermos em constante medo de nós próprios e isso só o DELETE podia ajudar.
Essa tecla, por momentos seria mágica, apagar quem se quer, o que se fez ou até quem somos, apagar as memórias que nos deixam sem sonhar, e as atitudes que nos impedem de conhecer quem somos.
É mau estar sozinho, sem nos ouvirmos a nós próprios, sem percebermos se o que estamos a fazer é correcto ou simplesmente só é correcto para nos.
Por vezes faz falta uma retrospectiva para relermos a nossa biografia, e perceber quem realmente somos, e o que realmente fazemos aqui, neste mundo repleto de ratoeiras e decisões dificeis, aos quais por mais gente que te ame e que te apoia não podem decidir por ti.
Mas o pior que a vida tem, é que não há nada de errado, mas nada está totalmente certo.
E assim se passa o tempo, caindo nas incertezas da vida, e nos buracos do medo, nas falésias das decisões, nas portas da esperança, esperança que um dia a vida se mostre corajosa de admitir os seus erros perante cada coração estilhaçado.
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