sábado, 23 de abril de 2011

5.4.2010 :s


'dói-me a cabeça de tanto pensar, por mais que tente o esforço é em vão. acordo a pensar em ti, adormeço a pensar em ti. mas isto será tudo saudades? esta saudade está a dar cabo de mim, a controlar o meu corpo e a minha mente. não sei como a parar, como acabar com ela. começo a ouvir só o que quero, a tornar-me cega, sem conseguir nada. sinto-me que estou dentro de um pesadelo sem fim. sinto-me sufocada, afogada, como se estivesse acabada. já não sinto dor, pois estou a passar a maior delas todas. será que sou assim tão fraca? sim, sou, pois acho que não há vida possível sem o teu olhar, sem o teu toque, sem o teu cheiro, sem ti! desisto, não posso mais lutar contra algo tão mais forte que eu, é uma luta impossível, onde nunca conseguirei vencer. o meu sorriso é falso, sem qualquer sentimento, a minha alma morreu. uma parte de mim apagou-se, e nunca mais voltará, estou vazia por dentro. e sinceramente acho que nunca mais serei feliz, nunca mais vou ter um sorriso sincero e sentido, a minha alegria já não existe, o sol para mim já não tem brilho e já nem distingo o dia da noite. perdi a vontade de acordar, de comer, de andar, de olhar em frente. por mais pessoas que entrem na minha vida, ninguém consegue ocupar o teu lugar, ninguém me dá o sorriso que só tu me davas, não me deixam com brilho nos olhos de tanta alegria, como tu deixavas. preciso tanto de ti, que só agora que não te tenho ao meu lado é que tenho essa noção já não tenho imaginação, tornei-me tão básica, sem graça alguma. sinto frio por todo o meu corpo, gelada tanto por fora como por dentro. PORQUÊ? porquê? não consigo achar a resposta, por mais que procure, nenhuma resposta está certa para mim, nenhuma me explica o facto de já não te poder, beijar, abraçar, de ver o teu sorriso, de sentir o teu olhar. isto tornou-me louca, no mundo que não é o meu, não me encaixo em lugar nenhum. estou só, sem nada nem ninguém. o meu coração já não é nada mais do que um órgão que bombeia sangue, apenas. da minha boca só saem palavras frias, sem nexo. por isso é hoje, é hoje que acabo com este sofrimento.