
Todas as histórias de príncipes e princesas começam e acabam assim respectivamente. Claro que no meio temos bruxas invejosas e dragões maus e feios sedentos de beleza. Quando era pequenina sonhava muitas vezes, mesmo sem saber o verdadeiro significado, com um amor que enfrentasse este mundo e o outro e sobrevivesse. Quando olhamos o mundo aos olhos de uma criança, parece tudo tão puro, tão fácil e tão simples. Depois crescemos, e o que nos parecia um conto de fadas começa a empurrar-nos, a dar-nos encontrões e muitas vezes pontapés no rabo também. Encontramos muitos príncipes pelo caminho, que nos dão luz e iluminam o caminho, que nos enchem e aquecem o coração e que nos fazem dizer: é este. Após uns quilómetros o príncipe começa a esfumar-se, até que desaparece. E depois, quando menos estás à espera, quando estás em silêncio a percorrer o teu caminho, o coração fala-te, e percebes que não há apenas um príncipe, há vários, vários príncipes passarão na tua vida. E por muita dor que te causem no final, é o tempo que estiverem presentes, o tempo que passarem a aquecer-te o coração, a iluminar-te o caminho, que vai fazer valer a pena todo os empurrões, todos os encontrões, e todos os pontapés no rabo. Tudo isto, só para te dizer que, de todas as coisas eternas da vida, do mundo, o amor... o amor é o que acaba primeiro. E apesar disso, são todas as coisas que ele te traz, que fazem a vida valer a pena. Não tenhas medo de sofrer, de te magoar, de saltar para o desconhecido. O mundo é feito de janelas.
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